18/07/2026
Animação

Eu e Meu Avô Nihonjin

Noboru, um garoto de 10 anos, precisa fazer um trabalho sobre sua família. Para isso, resolve conversar com seu avô, um senhor idoso e calado. Aos poucos, o menino descobre a longa jornada de seu clã.

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O bom momento da animação infanto-juvenil nacional conta também com Eu e Meu Avô Nihonjin, de Célia Catunda, que apresenta aqui um projeto mais ambicioso do que seu enorme sucesso, Peixonauta e Tarsilinha. Partindo do livro de Oscar Nakasato, publicado em 2011 e vencedor do Jabuti em 2012, a cineasta faz um filme que medita sobre a memória, os traumas, os laços familiares e o futuro. 

O protagonista é o pequeno Noboru, de 10 anos, que precisa fazer um trabalho escolar sobre sua família. O avô Hideo seria a pessoa ideal para contar as origens do clã, mas ele é um homem reservado. Do encontro deles, surge uma viagem pela história dele e de sua família, construída a partir da descoberta e afirmação de uma identidade.

Se para o público adulto esse é um caminho conhecido na narrativa fílmica, para as crianças são as pequenas descobertas acumuladas ao longo do filme que trazem frescor na compreensão de quem são esses personagens. A resistência de Hideo para falar sobre o passado atravessa traumas de gerações e questões que precisam ser trabalhadas para que os novos possam seguir em frente, compreendendo melhor de onde vieram.

A estética do filme é inspirada na obra de Oscar Oiwa, arquiteto e artista plástico brasileiro de descendência nipônica. Catunda e sua equipe valem-se dos traços e do colorido de Oiwa criando uma obra de delicada beleza visual, repleta de detalhes e que seduz pelo apelo das cores. Mas, claro, o filme conquista de vez por seu coração e carinho pelas personagens e sua história. 

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