Diretor de comédias que fizeram muito sucesso nos anos 70 e 80, David Zucker agora pilota comedinhas adolescentes povoadas de piadas escatológicas e zero de imaginação - nem mesmo ritmo o diretor de Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu e Corra que a Polícia Vem Aí sabe comandar mais. Mais desperdício ainda é ver um ator do porte de Terence Stamp botando sua figura numa historinha tão sem graça. Felizmente para ele, Stamp não precisa ficar em cena muito tempo - foi um cachezinho que ele ganhou no mole.O veterano ator interpreta o empresário Jack Taylor, o chefe do título, um sujeito mal-humorado e tirano. Quem segura um pouco o astral do escritório é sua filha, a loirinha-padrão deste tipo de comédia, Lisa Taylor (Tara Reid). Bonitinha e simpática, ela atrai a atenção de um dos funcionários, Tom Stansfield (Ashton Kutcher, em mais um de seus papéis de bobão desastrado). De olho nela, Tom aceita a incumbência do chefe, que vai viajar, para tomar conta de sua casa e sua coruja de estimação - que precisa tomar remédios em intervalos regulares.Na verdade, Tom contava em sair com Lisa. Mas ela o deixa na mão, sozinho em sua grande mansão e com a coruja para cuidar a noite inteirinha. De saída, tudo começa a dar errado. Aparecem a secretária (Molly Shannon) que acha que sua demissão foi culpa de Tom, um irmão trapaceiro de Lisa (Andy Richter), um traficante (Michael Madsen) e a coruja foge. Anarquia e escatologia crescem em escala industrial. Há horas em que até os piores momentos de American Pie ameaçam parecer razoáveis em comparação. Mas é uma ilusão. Por causa de filmes como estes é que a classificação de "comédia adolescente" está virando um selo de advertência para espectadores sensíveis, que acreditam que mesmo a diversão não deve atentar contra a inteligência.
