19/07/2026
Comédia

Agentes Muito Especiais

Jeff e Johnny se conhecem no curso preparatório para agentes especiais da polícia. Depois de algumas desavenças, acabam unindo forças numa missão que pode lhes dar o trabalho dos seus sonhos.

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A comédia popular brasileira é sempre um salto no escuro. Filmes que têm tudo para estourar na bilheteria morrem na primeira semana, outros se sagram com o maior número de ingressos do ano. Não há fórmula de sucesso, mas há uma lista que se costuma seguir e cruzar os dedos para dar certo. Esse é o caso de Agentes Muito Especiais, que nasceu de uma ideia de Paulo Gustavo – que morreu em 2021 – e de seu amigo Marcus Majella, que agora protagoniza o filme.

O ponto de partida é tão velho quanto as comédias. Dois personagens que batem de frente precisam se unir para alcançar um objetivo em comum. Aqui, o investigador Jeff (Marcus Majella) conhece o agente Johnny (Pedroca Monteiro) no Centro de Operações de Inteligência da Polícia (COIP), onde fazem um treinamento para subir de cargo na polícia. 

Jeff é todo espevitado, desbocado e confortável com sua sexualidade. Johnny, por sua vez, está no armário, jura que é heterossexual, mas logo conta a verdade, e faz isso para agradar à sua mãe. Não custa muito, no roteiro de Fil Braz, eles são escolhidos pelo superior (Chico Diaz) para se infiltrar numa gangue que está presa e descobrir o líder, conhecido apenas como Onça. 

Dirigido por Pedro Antonio, que tem no currículo várias comédias com Majella, o filme não se arrisca, embora sua mensagem positiva, que desconstrói estereótipos de gênero, seja bem-vinda. A grande novidade aqui é mesmo Pedroca Monteiro, que traz vigor e frescor ao filme, ao lado de Majella, que faz, pela enésima vez, o mesmo tipo de personagem. 

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