18/07/2026
Terror

O Som da Morte

Em sua nova escola, Chrys encontra por acaso um antigo apito asteca que, se soprado, acelerará a morte de quem ouvir o barulho. Para salvar sua vida, ela e um grupo de amigos precisam descobrir como impedir a morte.

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Uma reunião entre executivos de cinema, totalmente imaginária, mas não impossível. Executivo 1: “Faça tipo um filme da franquia Premonição, mas copia diferente.” Executivo 2: “Não diga mais nada”. E assim nasce O Som da Morte, uma tentativa levemente disfarçada da série de sucesso, mas com um artefato asteca no lugar do sonho premonitório. O resto é, basicamente, um bando de adolescente tentando descobrir a lógica de como a morte funciona para se livrar dela. 

Dirigido por Corin Hardy (A Freira), com roteiro de Owen Egerton, o filme é tão derivativo e destituído de boas ideias como aparenta ser. O que funciona bem nos filmes Premonição é a maneira como a narrativa é intrincada, e como a preparação para as mortes criativas é capaz de criar tensão. Fora isso, os personagens são minimamente interessantes e desenvolvidos. O elenco também precisa despertar algum sentimento, nem que seja ódio. 

Aqui não há nada disso. Tudo é de segunda mão, as mortes são sem graça, a trama enfadonha, e as personagens sem o mínimo de interesse pois não incapazes de ser mais de uma coisa. Até o sangue jorrando, que deveria ser o ponto alto, é maçante, pois tudo é feito na pressa, meio no descaso mesmo. 

O prólogo mostra um bem-sucedido jogador de basquete sendo incinerado no vestiário por uma criatura coberta de chamas e cinzas. Corta para Chrys (Dafne Keen, que ficou conhecida como a menininha do filme Logan), uma jovem que acaba de sair de um tratamento contra o vício em drogas e ainda está em luto pela morte do pai. Ela vai morar na casa dos tios (que nunca aparecem no filme), e com o primo Rel (Sky Yang). 

Na escola, ela recebe o armário que foi do jogador de basquete morto no começo do filme. Os amigos dele acham isso um absurdo, e compram briga com ela. Isso tudo é uma desculpa para acabarem detidos depois da aula numa mesma sala, onde ela mostra o artefato que encontrou no armário, e pertencia ao antigo dono: uma espécie de cabeça de pedra antiga. Ninguém sabe o que é, mas, por sorte, o professor que está na sala dá aula de história e desvenda que é uma antiguidade mesoamericana, pegando-a para ele, pois pode valer um bom dinheiro. 

Assim começam as mortes. Quem ouvir o sopro do tal apito será perseguido até morrer de uma maneira escabrosa. O longa segue nessa pegada, até que Chrys e uma amiga decidem procurar a família do jogador de basquete e tentar descobrir como deter a maldição. 

Por mais que o filme queira ser uma homenagem aos antigos terrores dos anos 1980 protagonizados por adolescentes, como A Hora do Pesadelo, faltam-lhe charme, carisma aos personagens e algum frescor, além de figuras menos genéricas, e atuações mais empenhadas. De qualquer forma, como de praxe, o longa termina com um gancho para uma possível continuação – tudo depende se esse fizer sucesso. 

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