04/06/2026
Desenho animado

A Bela e a Fera - Edição Especial

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Em comemoração ao seu 10o aniversário, o clássico de animação da Walt Disney, A Bela e a Fera, faz sua reestréia nos cinemas numa edição especial para as gigantescas telas IMAX (ainda não disponíveis no Brasil). Seu relançamento tem nova introdução - uma seqüência musical animada de seis minutos, apresentando a canção Human Again (na versão brasileira dublada, Humano Outra Vez), composta para o filme original por Howard Ashman e Alan Menken.

A canção foi composta para ser interpretada pelos objetos encantados do castelo da Fera. Embora fosse um dos números musicais favoritos dos compositores e dos produtores, a canção impunha obstáculos à narrativa que não puderam ser solucionados na época. Uma valsa sobre a passagem do tempo.

A Bela e a Fera foi o segundo longa de animação da Disney a ser produzido digitalmente. Lançado originalmente em 1991, o filme tornou-se um campeão de bilheteria - o primeiro longa de animação a ultrapassar a barreira dos US$100 milhões no seu lançamento inicial. O filme foi também o primeiro e único longa-metragem de animação a receber uma indicação para o Oscar de melhor filme e a vencer um Globo de Ouro de melhor comédia/musical. No total, o filme recebeu seis indicações ao Oscar de 1992, vencendo as estatuetas de melhor canção (Beauty and the Beast) e de melhor trilha original.

A Bela e a Fera é uma história com variações em seu tema central que remontam à mitologia grega. Em 1550, o autor italiano Giovan Straparalo escreveu a primeira versão da história na forma que ela é originalmente conhecida. A fábula adquiriu popularidade durante o século XVIII com edições francesas. Em 1946, o diretor francês, Jean Cocteau, fez uma das melhores adaptações para o cinema (La Belle et la Bete).

Esta é a fábula sobre uma bela jovem e seu encontro com uma fera encantada e passa-se numa pequena aldeia francesa no final do século XVIII. Bela é uma jovem atraente e inteligente, que foge da rotina tediosa de sua vida provincial através dos livros. Quando seu pai, um inventor, vai dar no castelo de uma fera horrenda e é feito prisioneiro, Bela chega para salvá-lo e se oferece para assumir o lugar do pai. Com a ajuda dos empregados encantados do castelo - um bule de chá, um candelabro e um relógio, entre outros - ela logo passa a ver que por trás da aparência assustadora da Fera se esconde o coração e a alma de um príncipe humano. Enquanto isso, consumido pela rejeição e pelo ciúme, Gastão, um outro pretendente, demonstra ter o coração de um monstro e lidera uma turba enfurecida até o castelo para a cena climática do filme.

A história vem entremeada com sete canções da dupla de compositores premiados com o Oscar, Howard Ashman e Alan Menken, que são não só interlúdios musicais, mas que também funcionam como elementos narrativos importantes para o avanço da trama e para o desenvolvimento das personagens.

À época de seu lançamento original, em 1991, A Bela e a Fera foi reconhecido como um trabalho pioneiro no uso da CGI (imagens geradas por computador). Foi neste filme que a arte e a tecnologia se uniram de maneira imperceptível com melhores resultados. A animação digital avançou a passos largos ao longo da década seguinte, porém a cena do salão de baile permanece como um marco impressionante desta forma de arte.

Os arquivos originais de A Bela e a Fera foram restaurados digitalmente e remasterizados quadro a quadro, para se tirar total proveito de sua projeção em tela gigante. Os realizadores removeram toda a sujeira e poeira da película, acrescentaram detalhes e efeitos e criaram novas cenas animadas. Também foram remixadas as bandas de som originais a fim de aproveitar o potencial acústico dos sistemas de som dos cinemas de telas gigantes.

Cineweb-6/9/2002

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