19/07/2026
Infantil

Didi Quer Ser Criança

post-ex_7
Essa comédia de erros lembra um pouco Quero Ser Grande, estrelado por Tom Hanks no início de sua carreira. Mas só um pouco. Enquanto o filme de Hanks se sustentava em situações engraçadas envolvendo um adulto que voltava à infância, o novo trabalho de Renato Aragão insiste no mesmo humor simplório que apresenta na TV e nas produções anteriores para o cinema. No filme atual, Didi vira criança num passe de mágica, graças a uma bala dada a ele por São Cosme e São Damião, vividos pelos gêmeos Rafael e Daniel de Castro.

A fábrica de doces onde o personagem de Renato trabalha está passando por uma séria crise. Seu concorrente usa produtos químicos para viciar as crianças em seus doces. O mais recente produto tem um componente radiativo que pode causar sérias seqüelas.

Preocupado porque seus amigos irão perder o emprego, Didi pede ajuda à dupla de santos. Disfarçados, os gêmeos vêm à Terra para testar a caridade das pessoas, e quem os ajuda é Didi, dando-lhes abrigo.

Em troca ele ganha um saquinho de balas, que divide com seu amigo Felipinho (Pedro Malta). O que eles não sabem é que os doces são mágicos: Didi se transforma em criança e o menino em adulto. Felipe (Claudio Heinrich), agora crescido, passa a paquerar Adriana (a VJ Didi Wagner), namorada de Didi. Este, que agora é criança novamente, fica muito amigo de Sandrinha (Maria Luisa Rodrigues), a filha do dono da fábrica de doces concorrente.

Além de tentar reverter a transformação, eles precisam descobrir um jeito de salvar a fábrica. Enquanto criança, Didizinho (Bruno Cariati) faz várias amizades e tenta convencer seus novos amiguinhos de que aqueles são os melhores doces.

Segundo o produtor Diler Trindade, foram gastos R$ 4,6 milhões no filme e mais R$ 1,6 milhão na comercialização. "Esperamos que o filme faça algo em torno de 1,8 milhão de espectadores. O mesmo público do filme anterior do Didi", esclarece.

O produtor acredita que esse tipo de filme não faz mais púbico por causa das poucas salas de cinema no país. "Abrir cinema no Brasil é um bom negócio. Deveriam ser inauguradas 500 salas por ano para atender a demanda", pondera. "Um filme como o nosso entra em poucas salas porque todas estão ocupadas por grandes produções", alfineta.

Quem não poupa elogios a Didi é Paulo Aragão, filho do comediante. "Eu sempre falo que fiz duas faculdades de cinema. Uma na universidade, e outra com meu pai", declara o cineasta que é um dos produtores associados do filme. Mas ele faz questão de deixar claro que acima de tudo existe muito profissionalismo. "No set, o pai fica em casa. Nós nem nos tratamos pelo primeiro nome", explica.

Paulo, que trabalha com Renato desde 1966, dirigiu três filmes de Didi, inclusive Didi, O Cupido Trapalhão, de 2002. Dessa vez ele deixou o posto de diretor para Reinaldo e Alexandre Boury, que também são pai e filho.

O produtor Diler também não esconde o entusiasmo de ter trabalhado com Renato Aragão. "Ele é o Chaplin brasileiro", exagera. "Deveria ir para o Guiness. Ele é o único 'paraíba' a protagonizar 44 filmes", conta Paulo Aragão orgulhoso do pai.
post