26/08/2026
Drama

Irmãs Gêmeas

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Se alguém tem alguma dúvida de que Olga é o filme favorito para representar o Brasil no Oscar do próximo ano, basta dar uma olhada no holandês Irmãs Gêmeas, indicado na mesma categoria em 2004. Mais do que o nazismo e o holocausto como pano-de-fundo, os dois filmes têm a mesma narrativa arrastada, com música alta o tempo todo, linguagem de TV, enfim, são um verdadeiro novelão.

Em 1926, na Alemanha, duas irmãs gêmeas são separadas após a morte dos pais. Anna fica com os tios pobres e ignorantes e será uma espécie de escrava branca deles. Lotte vai para a Holanda com os tios ricos, onde espera encontrar se curar de tuberculose. Os anos se passam e as duas tentam reatar o contato, mas em vão.

Só quando a II Guerra está prestes a estourar é que as gêmeas voltam a se encontrar. Mas seus caminhos não podiam estar mais separados. Anna se casa com um soldado alemão, enquanto Lotte perde o noivo judeu num campo de concentração. Aliás, a maior diferença entre elas é que Anna não faz idéia do que significa a ascensão do nazismo, enquanto Anna sente na pele.

Indo e vindo no tempo, o roteiro mostra as duas irmãs já bem velhinhas que, por acaso, se reencontram num resort na Bélgica. Ao traçar um paralelo entre as vidas dessas irmãs, no decorrer dos anos, a direção se torna acadêmica demais para se evitar os bocejos. A previsibilidade é o que torna a história mais desinteressante e fria - a vontade constante de emocionar faz com que tudo soe artificial demais. Ao menos o nosso Olga tem o respaldo de ser baseado em uma história real.
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