- Por Alysson Oliveira
- 29/09/2004
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Não é por acaso que o primeiro a receber crédito na abertura do documentário Billabong Odyssey - A Busca Pela Maior Onda do Mundo é o diretor de fotografia. As imagens captadas pelo estreante Mike Prickett dentro e fora da água são impressionantes. Claro que a seu favor a equipe tinha cenários paradisíacos que incluem o Havai, França, México e Austrália. Mas a destreza de Prickett em saber como posicionar sua câmera e como fotografar ondas gigantescas são um ponto a favor do filme.Billabong Odyssey narra a jornada de três anos de um grupo de surfistas que se prepara e, posteriormente, parte em busca da onda perfeita. Mas, de certa forma, o documentário também é uma celebração - ou até mesmo uma apresentação, para muitos - das novas tecnologias que são utilizadas atualmente na prática do surfe. Previsões do tempo e do comportamento do mar são bem mais precisas e servem como uma bússola para onde os esportistas devem se deslocar. Além disso, o uso de jet skis permite que os surfistas consigam ir para mais longe da costa marítima e pegar ondas mais altas do que aquelas mais próximas da praia.Dessa forma, esses esportistas conseguem fazer o que há poucos anos era inimaginável. Porém, toda essa ousadia também aumenta os riscos. Dessa forma, um grupo especializado em resgate foi formado para agir em caso de acidente e salvar o surfista em perigo. São impressionantes as cenas em que esses "salva-vidas" munidos de jet skis e todo um aparato técnico entram em meio a espuma do mar, com dificuldade, para resgatar os companheiros.Para os brasileiros há algo de especial sobre o filme. Ele é produzido por Rosaldo Cavalcanti e conta com uma pequena participação de dois surfistas brasileiros, Carlos Burle e Eraldo Gueiros. Além disso, o documentário foi finalizado nos Estúdios Mega, cujo logo aparece a toda hora no filme.Antes de sair em busca da onda, todos os surfistas que participam da expedição fizeram um curso de segurança com Brian Keaulana, um dos maiores especialistas no assunto em todo o mundo. Após essa preparação, o grupo faz diversas viagens para lugares nunca antes visitados por surfistas. Entre essa equipe de surfistas, que inclui os melhores do mundo, estão Ken Bradshaw, (que possivelmente surfou na maior onda em 1998), um quarteto conhecido como Os Garotos de Santa Cruz e a única mulher do time, a australiana Layne Beachley. Como a maioria dos surfistas é internacionalmente famosa, o documentário evita apresentações. Mas é aí que cai em seu maior erro. A escassez de conteúdo humano e a falta de informações sobre quem são essas pessoas que largam tudo para sair em busca da grande onda faz com que o filme se torne divertimento apenas para os iniciados.
