21/07/2026
Ação

Brigada 49

Filme sobre um grupo de bombeiros que precisa resgatar um colega que fica preso em um edifício em chamas.

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O que esperar de um filme sobre bombeiros? Não é preciso ser muito perspicaz para chegar a três grandes temas: esposas aflitas, atos de heroísmo e muitos edifícios flamejantes. E é basicamente isso que se pode ver em Brigada 49, que retrata, de forma bastante superficial, o cotidiano de um grupo de bombeiros da cidade de Baltimore.

A trama se centra na vida de Jack Morrison (Joaquin Phoenix), um dos membros da Brigada 49 que, já no começo do filme, fica preso em um prédio em chamas. Enquanto espera ser resgatado por seus companheiros, começa a lembrar de seu passado recente: sua entrada no corpo de bombeiros e sua vida em família, com filhos e uma jovem e bela esposa, Linda (Jacinda Barret). Soa conhecido?

Tudo é muito parecido com o que já viu a respeito do assunto, em filmes do gênero. Portanto, não há muita originalidade em mais um versão hollywoodiana sobre homens de valor, que dão a vida para fazerem o bem. Assim, nós temos um chefe rude, mas sensível; o amigo fiel; o companheiro brincalhão; a angustiada esposa que se esforça em apoiar seu marido, mas não suporta a tensão de vê-lo em perigo.

No entanto, ainda que falte criatividade, Brigada 49 tem o louvor de ser bem produzido, com impressionantes cenas de ação (incêndios e resgates). Essas sequências estão longe de serem apenas muletas para agilizar o filme. Tornam-se sua espinha dorsal, cujas consequências afetam seriamente os personagens. Enfim, são as molas propulsoras de todos os conflitos que explodem na tela.

Muito embora, o diretor Jay Russell pareça ter talento o para manipular a emoção do público, seu filme não precisava de estratégias baratas para seduzir o público (como vitimar um dos personagens que tinha planos para o futuro ou aludir a um casamento que desmoronou graças às pressões desse trabalho). O elenco se encarrega disso, dando vida a seus personagens, com um bom desempenho. Mesmo Joaquim Fenix parece ter se esforçado mais neste papel.

O saldo final de Brigada 49, porém, está muito aquém do que se poderia desejar. Mesmo sendo “do bem”, politicamente correto e uma homenagem a esses homens que arriscam suas vidas (lembrem-se de 11 de setembro), o filme não empolga ou chama a atenção.

A responsabilidade está nas mãos, em parte, do pouco conhecido Jay Russel, que apenas dirigiu anteriormente um par de filmes sem sucesso, como Meu Cachorro Skip (2000) e Vivendo na Eternidade (2002). Este último, uma bobagem adolescente, cuja a trama é uma miscelânea de Highlander com Romeu e Julieta. Um filme para emocionar adolescentes que foi lançado no Brasil direto em home video, tal como deveria ter acontecido com Brigada 49, que fará mais sucesso em locadoras.
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