A jornalista Rachel Keller (Naomi Watts) acreditava ter livrado a si mesma e ao filho Aidan (David Dorfman) da maldição da fita quando fez uma cópia e passou o problema adiante. Mudou-se de Seattle para Astoria, uma cidadezinha tranqüila no Oregon e recomeçou a vida sem medo. Quando um adolescente aparece morto numa mansão inundada de uma água misteriosa, deixando para trás uma namorada em pânico (Emily VanCamp), Rachel sabe que o mal a seguiu até lá.
Uma diferença importante entre o filme de Nakata e o dirigido por Verbinski está na qualidade de produção. Aqui, visivelmente, gastou-se bem mais para produzir os cenários, a maquiagem (de Rick Baker, de Planeta dos Macacos) e os efeitos especiais, todos de primeira. A cena da perseguição dos cervos e a da cortina de água no teto são de arrepiar.
Quem comanda o espetáculo é mesmo Samara, decidida a ganhar uma nova vida, nem que para isso tenha de ocupar o corpo de alguém – e ela parece firmemente apegada ao de Aidan. Quando o menino, com as habituais olheiras, começa a sofrer de baixa temperatura e a chamar Rachel de “mamãe”, ninguém tem dúvida da causadora disso tudo.
Naomi Watts encarna com notável energia a mãe empenhada em salvar o filho, nem que tenha de empreender uma jornada ao além. Por causa dela, ganha força e credibilidade a peculiar relação entre esta mãe e este filho – uma relação um tanto dúbia, às vezes violenta mas nunca menos passional. Quem não queria ter uma mãe como essa?
Espectadores mais atentos poderão notar que algumas pistas e personagens são deixados pelo caminho. Nada que comprometa a diversão, porém.
