Para quem não conhece um Efalante, ele é um bicho assustador. Gigantesco, com a cabeça no lugar do rabo e o rabo no lugar da cabeça, parece monstruoso e perigoso. Além disso, possui chifres e uma cauda pontuda que pode conter, além de tudo, espinhos. Certamente, uma aberração como essa não poderia morar no Bosque dos Cem Acres, onde o ursinho Pooh (outrora Puff) e seus amigos moram. Por isso, os Efalantes moram do outro lado do bosque, isolados.
O Efalante surgiu pela primeira vez num dos livros do Pooh, publicado em 1920, quando o urso fica com um jarro de mel entalado na cabeça e o Leitãozinho acha que ele é o tal monstro. Agora, o Efalante ganha o seu próprio filme, e, claro, mostra que de monstruoso não tem nada. Na verdade, a criatura é bem parecida com um elefante.
Ao ouvir barulhos estranhos, o pequeno canguru Guru fica assustado. Cabe a Pooh, Tigrão e o Coelho Abel explicar ao pequeno marsupial que o responsável pelo ruído é o perigoso Efalante. O pequenino, que nunca viu a criatura – não que os outros animais também tenham visto –, fica curioso. Por isso, decidem armar uma expedição para caçar efalantes.
Mas Guru é pequeno demais e não o deixam ir. Isso não o impede de ir sozinho e encontrar um efalante tão criança quanto ele, chamado Bolota. Claro que eles ficam amigos, Guruzinho leva o bicho para o Bosque dos Cem Acres para provar para os outros que os Efalantes são do bem. E tudo dará certo. O que é uma história aparentemente boba para os adultos, funciona bem com as crianças. E, além de divertir, aborda temas sempre importantes no universo infantil, como a superação dos medos e a igualdade entre as pessoas.
Pooh e o Efalante é um entretenimento claramente voltado para o público pré-escolar. Com tons pastéis e personagens fofinhos – além da duração curta- o filme tem tudo para cativar o seu espectador. E, nem por isso, ele é uma chateação para os pais. Principalmente para aqueles que estão começando a se cansar de desenhos animados histéricos, cheios de referências maçantes à cultura pop, além da participação especial de gente famosa dublando os personagens.
Pooh e o Efalante move-se numa velocidade própria e, apesar de ter mais de cinco músicas, nenhuma delas chega a durar dois minutos. Novamente, as composições são de Carly Simon, que também as interpreta na versão original, como em Leitão – O Filme. Mas, como via de regra, esse é um filme para crianças. Qualquer pessoa grande o bastante para ir ao cinema sozinho, é muito provavelmente velha demais para essa animação.
