04/06/2026
Drama

Herói por Acaso

O sr. Batignole é um pequeno comerciante, dono de uma salsicharia. Um dia, assiste à prisão de uma família judia, que mora no prédio em frente. Sua ambiciosa mulher consegue que eles ocupem o apartamento dos deportados. Logo depois, o pequeno filho deles, que fugira, reaparece. O comerciante o esconde dos nazistas e da mulher.

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Não será nenhuma surpresa se Herói por Acaso ganhar um remake hollywoodiano. O longa francês tem meia dúzia dos elementos que costumam seduzir produtores norte-americanos: crianças, II Guerra, nazistas e um homem comum que se torna herói por acidente. Esses fatores não têm apelo apenas para os estúdios, mas também junto à Academia que adorar dar vários Oscars para produções assim.

No verão de 1942, a França estava sob ocupação alemã. Edmond Batignole (Gérard Jugnot, de A Voz do Coração) é o dono de uma salsicharia que se vê obrigado a ajudar um grupo de crianças judias. Mas ele não faz isso por puro altruísmo, não. Na verdade, o açougueiro sente-se culpado por ter acidentalmente tomado parte na deportação de uma família vizinha.

Antes desse sentimento de culpa bater, ele chega a se mudar com sua família para a casa dos deportados, quando é procurado pelo garoto judeu, filho deles, que conseguiu escapar. Edmond acaba escondendo o menino e duas primas, também órfãs pelo mesmo motivo. Sente-se cada vez mais próximo dessas crianças e decide ajudá-las a fugir da França.

Jugnot acumula a função de ator, diretor, roteirista e produtor do filme, que é anterior ao sucesso A Voz do Coração. Herói Por Acaso é sensível e delicado, mas não evita os personagens monocromáticos e os clichês do roteiro.

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