Neste novo país, em que ele trabalha como leiteiro numa localidade rural, novamente ele enfrenta um impasse romântico. Apaixonou-se pela bela Setareh (Mahbobeb Kalili), a filha do comerciante local, mas sua modesta condição complica o projeto de casar com ela. Mas o persistente Djomeh não desiste. Agora, procura convencer seu patrão, o sr. Mahmoud (Mahmoud Behraznia) a interceder junto aos pais da moça ao seu favor.
Em torno dessa pequena mas fundamental intriga amorosa, colocam-se algumas outras questões. Como a rejeição do jovem afegão pelos iranianos, sua rivalidade com o primo que é seu guardião (Rashid Akbari) que, ironicamente, tem menos complacência com ele do que o patrão iraniano.
As longas conversas de Mahmoud e Djomeh, no carro em que ambos conduzem os latões do leite que entregam, são etapas do amadurecimento de uma incipiente amizade, que se constrói apesar das diferenças de idade e nacionalidade. É um argumento mínimo, como um conto. Mas tem seu encanto, embora seja bem mais modesto do que recentes exemplares do cinema iraniano.
