O maior problema do diretor e, por conseqüência, de seu filme, é não saber quando parar. Crowe parece não saber ao certo quando e como acabar uma cena, por isso ele coloca uma música pop nostálgica e melancólica, deixa a seqüência e a canção rolar por alguns segundos e aí corta. Essa estratégia fica mais perigosa à medida em que o filme avança, porque aí ele realmente não sabe como acabar a história e por isso faz uma colagem de diversas músicas, por uns dez minutos seguindo uma road trip do protagonista.
Como a maioria dos filmes de Crowe – exceto por Vanilla Sky -- é possível notar que foi feito com extrema paixão por parte dele, e muito envolvimento do elenco e equipe técnica. No entanto, isso não salva o roteiro de cair no limbo das idéias mal desenvolvidas. Não ajuda muito o fato de todo o elenco parecer deslocado em personagens sem muita coerência. É uma pena ver Susan Sarandon se esforçando para dar credibilidade a algun cenas patéticos.
A trama central lembra o sucesso independente Hora de Voltar, que em seu favor tinha um roteiro muito bem escrito e um diretor jovem com vigor e idéias novas. Em Elizabethtown Drew é mandado embora da fábrica de tênis onde trabalha, e está planejando um suicídio quando a irmã liga avisando que o pai morreu e ele deve ir buscar o corpo.
Durante a viagem ele conhece uma comissária de bordo (Kirsten Dunst) com quem acaba se envolvendo. Toda a situação do funeral, da perda e a presença da moça vai ajuda-lo a aprender a ver a vida de outra forma, a encarar os problemas de outra maneira. Tudo isso não é lá uma idéia nova, mas dado o tratamento certo poderia ter rendido um filme bem melhor.
