Jack é o típico remanescente da geração dos anos 60, quando as pessoas experimentavam o amor livre e a vida em comunidade. Anos depois, na década de 80, ele é a única pessoa que sobrou na região onde vivia com seu grupo de amigos. Fiel à sua ideologia, ele tenta criar a filha adolescente longe da civilização e com a mente aberta. A relação dos dois é muito boa, levando essa vida isolada que às vezes é perturbada por um construtor (Beau Bridges) que há anos tenta comprar as terras de Jack.
O elemento estranho que chega para acabar de vez com a harmonia entre o pai e filha é Kathleen (Catherine Keener), uma namorada de Jack, até então desconhecida de Rose, que se muda para a casa deles acompanhada pelos dois filhos adolescentes. A situação entre a nova ‘família’ fica cada dia mais tensa, uma vez que os adolescentes não se dão bem e a menina não aceita a nova realidade. Jack, por sua vez, é obrigado a lidar com um novo problema: está com a saúde seriamente debilitada e pensa no futuro da filha, que não conhece nada do mundo, e, como ele crê, não saberá cuidar de si mesma quando ele morrer.
O Mundo de Jack e Rose retoma a ideologia e o modo de viver dos anos 60, inseridos na década de 80, quando tudo deixou de ser em prol do comunitário para privilegiar o individual. Rebecca delineia os conflitos internos de seus personagens como reflexos do contraste entre as duas décadas. Ambiciosa, ela busca uma mistura entre histórias pessoais e uma escala épica. Quem se destaca aqui é Day-Lewis (marido da diretora), que além de perder peso para representar Jack, parece tê-lo compreendido melhor do que a própria criadora.
