Passado no Alasca, o filme conta a história de um agente de viagens azarado (Robin Willians), que se vê afundado em dívidas. Para piorar, sua mulher (Holly Hunter) sofre de Síndrome de Tourette e ele precisa de dinheiro para pagar um tratamento psiquiátrico, já que o governo não diagnostica a enfermidade, apesar dos claros sintomas.
Resta ao protagonista, Paul Barnell, pedir o pagamento do seguro de vida de seu irmão desaparecido há cinco anos. O problema é que apólice só pode ser paga em caso de morte ou quando o contratante estiver desaparecido há mais de sete anos. A única saída encontrada por Paul é simular a morte do irmão, usando o corpo de um desconhecido encontrado por acaso na lixeira ao lado de sua agência.
No entanto, a iniciativa do agente de viagens levanta as suspeitas de Ted (Giovanni Ribisi), o corretor linha-dura encarregado do pagamento, que só pensa em uma promoção. As coisas se complicam ainda mais quando os dois atrapalhados assassinos querem o cadáver de volta e irmão (Woody Harrelson) reaparece para cobrar um fatia do seguro.
Para contar a insólita história, o roteirista debutante Collin Friesen apostou no humor negro, tal como é feito pelos irmãos cineastas Peter e Bobby Farrelly ou em séries televisivas inglesas, como Absolutely Fabulous. E assim imprime originalidade às cenas, contando também com a boa performance do elenco. Em especial de Williams, que consegue domar a sua espalhafatosa presença na tela.
A alusão aos diretores americanos e à série inglesa não é por acaso. Serve para mostrar a tal mescla de linguagens da qual o diretor não conseguiu fugir. Para cinéfilos mais puristas, isto pode se tornar um problema. Um público menos exigente poderá assistir a um filme genérico, capaz de entretê-lo por um par de horas.
