26/06/2026
Drama

A Vida no Paraíso

Daniel Daréus é um maestro famoso que está com a saúde debilitada. Em busca de tranqüilidade, ele retorna para a cidade onde nasceu. Mas é reconhecido e convidado a ensaiar o coral da igreja. A vida dele e de seus cantores irá mudar radicalmente.

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Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e a oito prêmios Guldbagge, o Oscar sueco, A Vida no Paraíso, dirigida pelo veterano Kay Pollak, depois de um hiato de quase 20 anos, tem a cara de filme feito para conquistar públicos internacionais e, de quebra, faturar alguns prêmios, mas o único que ele ganhou foi o do público Tromsø.

Apesar de alguns bons momentos, A Vida no Paraíso se prolonga demais, com cerca de 2h10. O filme ganharia se tivesse uns 40 a menos sem se prolongar tanto nos dramas de seus personagens – alguns bem próximos de clichês surrados, como a mulher espancada pelo marido, ou o deficiente mental que encontra na música sua inserção na sociedade.

A trama central em si já é um grande chavão. Maestro famoso sofre um ataque do coração e decide abandonar tudo. Tenta voltar incógnito para sua cidadezinha, mas é convidado a ensaiar o coral local, formado por adultos (cada um com seu problema). Antes do triunfo final – que sempre envolve uma viagem para participar de alguma competição – todos aprenderão lições valiosas sobre a vida, o amor e a arte.

Daniel Daréus (Michael Nyqvist) é uma maestro que consegue a fama por toda a Europa, mas está com a saúde debilitada. Para fugir das badalações resolve se refugiar na cidadezinha onde nasceu, e de onde partiu há muito tempo. Depois das boas vindas do pastor local, com direito a uma Bíblia de presente, o músico é convidado a participar do ensaio do coral,e posteriormente a rege-lo.

Em toda a sua carreira, Daréus sempre quis encontrar uma música que tocasse ao coração – não apenas ao de quem a executa, mas também aos ouvintes. Ele crê que com esse coral apareceu sua grande oportunidade. No entanto, o processo de aprimoramento dos cantores será doloroso, mas de forma engraçada. Surgem problemas no meio do caminho, como a revolta do pastor que, agora, não aceita a música, pois a considera um pecado, e, o envolvimento do maestro com uma de suas cantoras.

O diretor Pollak faz um filme convencional, confiando no apelo emocional de sua história para chegar até o coração de seu público. Ele até consegue em alguns momentos, ajudado por um elenco bem competente e a fotografia caprichada de Harald Gunnar Paalgard. Porém, A Vida no Paraíso é cheio de excessos e sub-tramas desnecessárias.

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