Apesar da embalagem sofisticada dos cenários e figurinos, no fundo não passa de um velhíssimo melodrama de folhetim, o mesmo combustível que alimenta tanto as novelas mexicanas quanto as brasileiras. Zoe é a jovem esposa que tem tudo o que há para desejar nesta vida, morando numa casa de sonhos, com dinheiro à vontade, uma empregada sempre por perto e um marido bem-sucedido para sustentar seu ócio. O único porém é que este marido é um tanto frio sexualmente, limitando-se a uma relação religiosamente mantida aos sábados, nunca outro dia.
Um cunhado pintor, rebelde, ovelha negra da família, cai do céu para Zoe. Ela a princípio resiste, mas até as folhas que caem em sua confortável piscina sabem que é uma questão de tempo até que os dois sucumbam à paixão. Segredos mal-escondidos, uma gravidez inesperada e rancores entre irmãos completam um panorama repleto de todos os clichês habituais, inclusive o melhor amigo que é gay para a moça. O diretor Montreuil fez um filme certinho e previsível, nada além disto.
