04/06/2026
Drama

A Mulher do Meu Irmão

Zoe (Bárbara Mori) vive um casamento aparentemente tranqüilo com o empresário Ignácio (Christian Meier). Mas seu relacionamento sexual é frio e insatisfatório. Um dia, a moça se apaixona pelo cunhado, o pintor Gonzalo (Manolo Cardona), que tem uma grande rivalidade com o irmão.

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Sucesso no país de origem, este filme mexicano apóia-se numa fórmula quase irresistível para o que se poderia chamar de “cinema de shopping”: tem uma trama apimentada e gente muito bonita e elegante circulando em ambientes sofisticados. Se o tempero caliente pero no mucho deste trabalho de estréia do diretor Ricardo de Montreuil, que tem um passado na MTV, agradar aos paladares brasileiros, poderá até emplacar este triângulo amoroso entre a belíssima Zoe (Bárbara Mori, que parece uma nova Ornella Muti), seu marido Ignácio (Christian Meier) e seu cunhado Gonzalo (Manolo Cardona).

Apesar da embalagem sofisticada dos cenários e figurinos, no fundo não passa de um velhíssimo melodrama de folhetim, o mesmo combustível que alimenta tanto as novelas mexicanas quanto as brasileiras. Zoe é a jovem esposa que tem tudo o que há para desejar nesta vida, morando numa casa de sonhos, com dinheiro à vontade, uma empregada sempre por perto e um marido bem-sucedido para sustentar seu ócio. O único porém é que este marido é um tanto frio sexualmente, limitando-se a uma relação religiosamente mantida aos sábados, nunca outro dia.

Um cunhado pintor, rebelde, ovelha negra da família, cai do céu para Zoe. Ela a princípio resiste, mas até as folhas que caem em sua confortável piscina sabem que é uma questão de tempo até que os dois sucumbam à paixão. Segredos mal-escondidos, uma gravidez inesperada e rancores entre irmãos completam um panorama repleto de todos os clichês habituais, inclusive o melhor amigo que é gay para a moça. O diretor Montreuil fez um filme certinho e previsível, nada além disto.

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