Escrito e dirigido por David J. Burke (que nem pode contar com a desculpa de ser estreante), Edison – Poder e Corrupção quer ser um daqueles filmes policiais na mesma linha dos já clássicos Los Angeles – Cidade Proibida, de Curtis Hanson, e Chinatown, de Roman Polanski. Porém, Burke passa longe do talento e da percepção cinematográfica desses cineastas, fazendo aqui um drama chato, previsível e, o que é pior, totalmente descartável – aliás, não merecia sequer ir para os cinemas. Poderia muito bem ser lançado direto em DVD, ou ser exibido numa madrugada qualquer num canal a cabo.
Edison é o nome da cidade fictícia onde a história se passa. Depois de alguns anos dominada pelo crime e tráfico de drogas, a metrópole vive agora uma época mais calma e menos violenta, graças a um esquadrão de elite. As táticas da equipe são mostradas logo nos créditos iniciais. Eles parecem agir segundo a regra do ‘atire primeiro e pergunte depois’, mas ainda assim são vistos como uma espécie de heróis. Porém, existem alguns membros corruptos nessa equipe, e quem vai desmascará-los é o repórter de um jornal de bairro, ‘interpretado’ pelo cantor Justin Timberlake, e chamado Pollack.
Ele percebe uma estranha troca de olhares entre um membro do esquadrão e um réu durante um julgamento e decide investigar. Certamente, irá encontrar muita sujeira debaixo do tapete. Depois de ser demitido, porque seu chefe (Freeman) não quer esse tipo de especulação no seu jornal, ele começa a investigar a corrupção na polícia local e é atacado na rua quando estava com sua namorada. Mas isso não o impede de ir mais a fundo. Ah, esses jovens jornalistas destemidos...
Como um jornalista recém-formado, Timberlake mais parece aqueles repórteres mirins de suplementos infantis que vão ‘cobrir’ eventos como pré-estréias de filmes da Xuxa ou animações, tamanha a sua credibilidade. Spacey parece ter ligado o piloto automático e Freeman, com todo jeito de gozar de si mesmo. Os demais coadjuvantes, como Dylan McDermott, também não estão levando nada muito a sério. Aparentemente, apenas Burke pensou que estava trabalhando com algo importante ou interessante. O resultado é um desperdício de tempo, dinheiro e energia gravado em celulóide.
