18/07/2026
Drama

Uma Mulher Contra Hitler

Com roteiro baseado numa história real, este drama mostra os últimos dias de vida da alemã Sophie Scholl, uma universitária militante que é presa ao distribuir panfletos pedindo o cessar-fogo nazista. O longa segue os interrogatórios e o julgamento que selaram o destino da moça.

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Vencedor de dois Ursos de Prata no Festival de Berlim, nas categorias de Melhor Diretor e Melhor Atriz, Uma Mulher Contra Hitler acumulou um currículo invejável. Sucesso da 29ª Mostra BR de Cinema (2005) e candidato ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (2006), o filme registrou uma enorme aceitação do público nos países em que foi exibido.

Há duas razões que explicam esse sucesso. A primeira, e a mais clara, é o fato de se basear em uma história verídica, com personagens considerados mártires da paz em plena 2ª Guerra Mundial. A segunda é a qualidade da produção, que apesar de revisitar os fantasmas alemães, mostra-se vigorosa e honesta.

A história conta os últimos dias da vida de Sophie Scholl, uma jovem universitária militante, que começa a distribuir panfletos de seu grupo Rosa Branca, exigindo o cessar-fogo nazista. Ela é presa junto ao seu irmão e amigo na empreitada e, como é de se imaginar, passa a sofrer uma extenuante rotina de interrogatórios, cujo fim é um sumário julgamento. Tudo é baseado em documentos reais da época.

Enfim, trata-se de uma lição de história alemã e o reconhecimento do filme é, em parte, um reconhecimento da resistência alemã contra o regime nacional-socialista. Outra ponta do êxito é a excelente performance da atriz Julia Jentsch (que pode ser vista como a loirinha rebelde de Os Educadores) e a competência do diretor Marc Rothemund, que dá à produção um caráter quase documental.

Nesse contexto, os prêmios são mais do que merecidos.  

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