Com cenas risíveis, causando constrangimentos para o elenco, e com o suspense variando entre zero e algo por volta de cinco (em uma escala de 0 a 100), a produção não se sustenta. Aliás, não consegue sustentar nada: diálogos, interpretação, fotografia, figurino, desfecho...
A história não possui qualquer diferencial, muito parecida a Pânico e similares. Tudo começa quando um misterioso assassino em série esquarteja uma família – sem usar qualquer arma - após enigmáticos telefonemas (as cenas não são mostradas, sequer a tal família). Mais tarde, em outra cidade, uma colegial começa a receber estranhas ligações enquanto cuida de duas crianças.
Espectadores mais sensíveis podem ficar aflitos com a primeira metade do filme, já que não acontece nada. E nada aqui não é apenas um eufemismo. Na segunda metade, o desfecho se dá de forma tão rápida e sem sentido, que não dá para se empolgar com as cenas de perseguições. Muitos personagens apresentados no começo não voltam a aparecer, nem que seja para morrer (típico de filmes deste gênero).
Uma crítica não deveria dizer para o leitor que o filme é uma perda de tempo e não vale o ingresso nem a pipoca. Por isso, a crítica acaba aqui.
