Como todos os filmes de ação costumam ser iguais, aqui o diretor e o roteirista Richard Wenk colocam dois homens diferentes, que são obrigados a unir forças para enfrentar um inimigo em comum, no caso as pessoas que querem matar a testemunha. Como logo se revela, os vilões são pessoas de dentro da polícia mesmo, colegas de trabalho do detetive, que querem executar o rapaz.
Enquanto leva a testemunha Eddie Bunker para o tribunal, o detetive fica preso num engarrafamento. Como são apenas 16 quarteirões do local onde ele está até a repartição judicial, ele decide fazer o percurso a pé. O filme, então, usa aquele recurso que está se tornando moda: contar uma história em tempo real, com a série de TV 24, por exemplo.
O roteiro de Wenk acaba se valendo dos muitos clichês batidos que assolam o gênero, como o do detetive com sérios problemas com a bebida que tenta se recuperar. E há também o afro-americano de bom coração, mas tomado como criminoso que quer apenas realizar o seu sonho – no caso, ter uma padaria. Def faz de seu personagem um falador chato e que irrita não só o seu segurança, mas também a platéia, ao mesmo tempo que consegue conquistar alguma empatia.
Willis tenta humanizar seu personagem, mas são tantos clichês se sobrepondo, que não há como ver o detetive Jack Mosley como um ser humano normal. Usando um bigode e uma barriga evidentemente falsa, o ator busca pontos emocionais, mas eles simplesmente não existem no roteiro, que se preocupa apenas em manter a ação em movimento. O que não é ruim de todo. Mas falta uma certa consistência, não nas ações, mas nos personagens responsáveis por elas.
