O sinal da pequena evolução do primeiro filme para este é a presença de uma certa historinha no roteiro. O tema é a troca de identidade – tão surrado no cinema. O dono de Garfield John (Breckin Meyer) pensa em pedir sua namorada, a veterinária Liz (Jennifer Love Hewitt), em casamento. O gato, que não está nada feliz com a idéia, faz de tudo para atrapalhar. Afinal, nem seria preciso a intervenção, pois ela chegou para contar que está a caminho de Londres para uma série de conferências. O apaixonado resolve ir atrás dela e deixar o gato e o cão, Oddie, numa clínica.
Garfield não gosta da idéia e foge e Oddie o segue. Sem demora, a trupe toda está aprontando em Londres. Antes disso, do outro lado do Atlântico, uma nobre ricaça morre e deixa todos os seus bens para seu gato, Prince, que estranhamente tem a mesma cara de Garfield – só que com a fleuma britânica. No entanto, um parente da falecida faz de tudo para dar um fim no gato e ficar com a herança. Uma série de qüiproquós fazem os dois gatos trocarem de lugar.
Nada de muito complexo, ou bem elaborado, mas que deve garantir hora e meia de diversão a crianças e aos menos exigentes. A animação do felino também é mais eficiente e ele ganha ares mais naturais. Ainda assim, o apelo dos animais de verdade (como Oddie, e os bichos da fazenda inglesa) é bem maior em algumas cenas.
Como o primeiro filme, Garfield 2 tem mais chances de frustrar os fãs ardorosos das tiras. Aqui se criou um personagem novo que tem algumas coisas em comum com o original (fixação por lasanhas, preguiça e ódio às segundas-feiras) – é bonitinho, fofinho, mas uma pálida sombra do autêntico Garfield.
