Um velho (Jeon Sung-hwan) vive num barco arruinado, na única companhia de uma belíssima adolescente de 16 anos (Han Yeo-reum). Há 10 anos, ele a encontrou, criando no barco uma espécie de nicho, em que ao mesmo tempo a protege e esconde dos olhares estranhos. Os dois trocam poucas palavras. O entendimento é mútuo e pelos olhares. Confiança total.
Entre o mar e o céu, cinzas, quase não há cor. É diferente dentro do armário que o velho mantém zelosamente trancado dentro de seu quarto. Ali dentro está o colorido enxoval que ele guarda para a mocinha, que desposará quando completar 17 anos.
O plano perfeito é sistematicamente ameaçado pelas visitas de homens que pagam para vir pescar no barco do velho – e não têm como ignorar a presença luminosa da garota, que tentam seduzir. Para afugentá-los, o velho conta com a precisão de seu arco, capaz de disparar setas certeiras nos ânimos mais fogosos. Nas horas mais calmas, esse mesmo arco é a base de uma viola, em que o velho dedilha melodias com igual perfeição.
Mas a ameaça maior está na figura de um jovem (Seo Ji-seok), cuja beleza acaba finalmente despertando o interesse da menina. A narrativa evolui, em ritmo de fábula, em torno deste triângulo dramático, que contempla as nuances essenciais do tempo de estar no mundo, entre a vida e a morte.
