22/07/2026
Comédia

Trair e Coçar É Só Começar

Olímpia (Adriana Esteves) é empregada do casal Eduardo (Cássio Gabus Mendes) e Inês (Bianca Byington), que são felizes e muito apaixonados um pelo outro. As confusões começam quando a patroa inventa de fazer uma festa-surpresa para comemorar o aniversário de casamento e pede ajuda à sua empregada. Para evitar que Eduardo descubra, Olímpia monta uma teia de mentiras que acabam levando marido e mulher a desconfiarem de que são traídos.

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Este ano, o cinema brasileiro aposta num novo filão, as adaptações de comédias de sucesso do teatro. Depois de “Irma Vap – O Retorno”, de Carla Camurati, estréia em cerca de 160 salas de todo o país a versão de “Trair e Coçar é só Começar”, de Moacyr Góes (o diretor de “Dom”, “Xuxinha e Guto Contra os Monstros do Espaço”, entre outros), com Adriana Esteves no papel principal.

No teatro, a peça de Marcos Caruso e Jandira Martini está em cartaz há 20 anos, vista por um público estimado em 4 milhões de pessoas, segundo o produtor do filme, Diler Trindade. Foi nessa peça, aliás, que foi revelada a comediante Denise Fraga. Aqui, ela é substituída pela atriz global Adriana Esteves, no papel da empregada Olímpia, que não mostra o mesmo ritmo e disposição para a comédia.

Olímpia é o personagem central dessa comédia de erros que viram uma bola de neve. Ela trabalha para o casal Eduardo (Cássio Gabus Mendes) e Inês (Bianca Byington), que são felizes e muito apaixonados um pelo outro. As confusões começam quando a patroa pretende fazer uma festa-surpresa para comemorar o aniversário de casamento e pede ajuda à sua empregada.

Para evitar que Eduardo descubra, Olímpia monta uma teia de mentiras que têm ligação com a fidelidade do casal. Alguns equívocos são involuntários, mas muita coisa é fruto da confusão da empregada, que em suas artimanhas acaba envolvendo Lígia (Mônica Martelli) e Cristiano (Mario Schoemberger).

Tudo começa quando Olímpia vê Inês ser assediada pelo síndico do prédio, Cláudio (Otávio Muller), e desconfia que os dois estão mantendo um caso. Para piorar, Eduardo brinca com a empregada dizendo que tem uma série de amantes, e que, inclusive, uma delas é bailarina de dança do ventre.

Como Cristiano já desconfia da fidelidade de Lígia, não é preciso muito para Olímpia deixá-lo irado, em busca de vingança. Quando os dois amigos se encontram, eles planejam como se vingar da infidelidade das mulheres.

A adaptação de “Trair e Coçar é só Começar” tem pouco de cinematográfica. O filme se apóia no pior do teatro filmado. Os atores falam alto e gesticulam muito o tempo todo – como para ter certeza de que as pessoas da última fila da platéia esteja vendo e ouvindo tudo. Mas se esquecem de que cinema não é teatro e esse tipo de artifício é desnecessário.

Moacyr Góes chega à direção de seu sétimo filme, cometendo equívocos que muitos estreantes conseguem evitar. Sua origem como diretor de teatro é evidente, com redundâncias visuais e câmera mal posicionada.

O roteiro, assinado pelos dramaturgos, apóia-se em estereótipos piores do que os comuns em novelas. O filme traz bastante preconceito contra as empregadas domésticas, reduzindo-as a seres meramente servis que amam seus patrões.

Com orçamento em torno de R$ 5 milhões, o longa não conta com o apoio da Globo Filmes em seu lançamento.

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