19/07/2026
Drama Comédia

Dias de Abandono

Depois de ser trocada por uma mulher mais nova, uma mulher tenta reconquistar seu marido. Como não consegue, cogita procurar um outro amor. Mas seus medos podem impedi-la de ser feliz.

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A atriz italiana Margarita Buy (Manual do Amor) é o grande, se não o único, ponto forte dessa comédia dramática, que se calca mais no novelão da situação que aborda do que em uma visão mais criativa do assunto. O tema central é, como o título entrega, a luta de uma mulher que tenta dar a volta por cima depois de ser abandonada pelo marido. O problema é que o diretor italiano Roberto Faenza (Jornada da Alma) se acomoda demais na habilidade da atriz e nem desenvolve um roteiro instigante ou com o mínimo de perspicácia.

A história de Dias de Abandono apóia-se demais numa série de clichês. Desde a causa da separação (uma mulher mais nova) até a volta por cima (com um novo amor) faz o filme soar como um bom espaguete requentado e não uma receita de um molho novo. Há até algumas cenas boas e engraçadas. Mas no geral nada empolga, pois o desfecho é previsível.

Com o roteiro baseado num romance homônimo de Elena Ferrante, Dias de Abandono confia demais na narração e pouco em suas imagens. Assim, os julgamentos já vêm moldados, dando pouca chance ao público de tirar suas próprias conclusões. A trilha sonora, composta pelo também ator do filme Goran Bregovic, é incessante e cansativa.

Dias de Abandono muitas vezes parece um telefilme. Com algumas soluções bobas e pouca profundidade, o longa nunca encontra uma boa razão que justifique sua existência cinematográfica.

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