03/07/2026
Drama

Pingue Pongue da Mongólia

Bilike vive com sua família numa região isolada da Mongólia, próxima ao deserto de Gobi. Um dia encontra uma bolinha de pingue-pongue flutuando no rio, e acredita estar diante de uma divindade. A vida do garoto e de seus amigos irá mudar enquanto eles tentam descobrir o que é aquilo e para o que serve.

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Um simples objeto pode tomar outras dimensões dependendo do contexto em que está inserido. Uma simples bolinha de pingue-pongue nada mais é do que o artefato para o jogo conhecido praticamente por toda a humanidade. No entanto, para um grupo de crianças, retratados em Pingue-Pongue na Mongólia aquilo é uma divindade, e passam a chamá-la de ‘pérola iluminada’.

Apesar do pingue-pongue ser considerado o esporte nacional, esse grupo de crianças que vivem próximas ao deserto de Gobi nunca ouviram falar do esporte. E a bolinha começa a causar polêmica com um grupo de amigos que questionam de onde aquilo veio e para o que serve, depois que um deles a encontra perdida no rio. Dois deles, aliás, começam a reclamar a posse da bolinha – e só uma decisão salomônica para resolver o problema.

O mais interessante desse longa, escrito e dirigido por Hao Ning, é acompanhar as aventuras e desventuras do pequeno Bilike tentando descobrir qual a função daquela ‘pérola iluminada’. Essa jornada deixa de lado um pouco do cinismo que domina o mundo (inclusive o infantil) para mergulhar numa ingenuidade típica da infância, quando se está descobrindo as coisas e perdendo um pouco da inocência.

Como Camelos Também Choram, esse drama rompe com a linha tênue que separa ficção e documentário. Há um certo olhar de estrangeiro, ávido pelo exotismo da região, mas também é inegável que o diretor busca retratar a vida da família de Bilike sem muita alteração ficcional. São criados incidentes narrativos, mas são os momentos livres de ficção que dão mais força e beleza a Pingue-Pongue na Mongólia.

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