Reunindo alguns gêmeos famosos - os cartunistas Chico e Paulo Caruso; as modelos Carolina e Mariana Bittencourt e as cantoras Pepê e Neném - e outros nem tanto, como os padres Henrique Clemente Kesselmeier ou as drag queens Dolly e Dolly -, o diretor registra histórias saborosas sobre as confusões criadas pelos irmãos, aproveitando suas semelhanças físicas, e aprofunda algumas questões mais delicadas, como a lealdade, a inveja, o ciúme, a solidão, o medo da morte, que costumam estar sempre presentes quando se fala em gêmeos.
O diretor diz que pretendia colocar o espectador em contato com pessoas muito especiais que partilham semelhanças físicas e espirituais muito grandes. "Na verdade, seres duplos, quase idênticos, capazes de experimentar as coisas de forma semelhante", avalia.
Mas a irregularidade de alguns personagens rouba os atrativos do filme em muitas oportunidades. Os irmãos Caruso são sempre muito divertidos, com uma piada na ponta da língua, mas os irmãos travestis Dolly e Dolly contribuem apenas para reforçar o lado caricato de seus personagens. A falta de identificação dos entrevistados também prejudica a compreensão.
