18/07/2026
Drama

Candy

Dan é um jovem poeta viciado em heroína que se apaixona por Candy, uma moça que tenta ser pintora. Ela também acaba se envolvendo com as drogas e o relacionamento dos dois se torna doentio. Para sustentar o vício, eles contam com a ajuda de um bioquímico.

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Este drama australiano conta uma história de amor na qual os amantes devem ficar separados para sobreviver, pois juntos se destróem.

Heath Ledger (de O Segredo de Brokeback Mountain) é Dan, um jovem poeta que se apaixona por Candy (Abbie Cornish). A primeira parte do filme, chamada de ‘Paraíso’, acompanha o envolvimento do casal, quando o amor e a heroína bastam para fazê-los felizes. O mundo à sua volta parece não existir mais. Os dois só têm olhos um para o outro e para as emoções artificiais proporcionadas pela droga.

Como não têm muitos meios de se sustentar, eles dependem da ajuda do bioquímico Casper (Geoffrey Rush), que em seu laboratório sintetiza e experimenta algumas drogas e não hesita em compartilhá-las com o jovem casal.

Logo Candy e Dan caem na realidade e começam a ver a vida de outra forma. A heroína se torna mais forte do que o amor e a moça é obrigada a se prostituir para manter o vício. O ‘Inferno’ não tarda a chegar e a vida do casal chega ao limite da destruição.

Candy conta com duas performances inspiradas de Abbie Cornish e Ledger como o casal de viciados. A jornada dela é mais árdua, passando de boa moça a drogada irrecuperável. A decadência física que a atriz imprime ao personagem dá mais consistência ao filme. Já Dan tem uma evolução mais sutil – uma vez que ele já era viciado antes do início da história.

Se Candy acerta ao investir a fundo no romance entre os protagonistas, a narrativa nunca explora com profundidade o conflito entre a moça e sua mãe, que muitas vezes explode, sem muitas explicações.

Assim, o diretor australiano Neil Armfield vai alternando bons e maus momentos. Algumas cenas parecem criadas apenas para chocar, sem muita força dramática. Ainda assim, os dois protagonistas conseguem criar personagens humanos, desesperados e altamente verossímeis – o que não é pouco.

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