A idéia de Rocky indo para o round final, aos 60 anos, pode soar patética. Mas o resultado final não é. Para dar uma certa dignidade, aliás, ao filme, o título nem é ‘Rocky VI’, mas Rocky Balboa. O longa chega cheio de boas intenções, cada uma no seu lugar certo, e deve tocar a fundo no coração de muita gente que cresceu vendo o boxeador distribuir sopapos e levar à lona os oponentes. As lições não são nada diferentes daquelas ensinadas nos outros cinco longas: perseverança, amizade e honestidade.
Depois dessa longa ausência, encontra-se o personagem longe dos ringues e das academias, dono de um restaurante e viúvo. Sua amada Adrian (Talia Shire) morreu há alguns anos. O nome dela foi parar na fachada de um restaurante que Rocky abriu. A família, aliás, não anda nada bem. Rocky Jr ignora o pai, e eles raramente se vêem.
O filho só muda de opinião quando o pai volta à notoriedade. Um canal de televisão promove uma luta virtual entre Rocky e Mason “The Line” Dixon, o atual campeão dos pesos pesados, em que o veterano seria o vencedor - o que enfurece o jovem lutador, desafiando o antigo boxeador para uma luta real.
O final fecha com chave de ouro a saga do personagem. Todas as suas lições, que foram passadas nos cinco filmes, são revisadas aqui, sem se tornarem cansativas. Agora, é torcer para que este realmente seja o último filme sobre o lutador, que precisa de um merecido descanso.
