A história se passa na Macau no final do século XX, quando a cidade está prestes a ser devolvida pelos portugueses à China. Wo (Nick Cheung) foi renegado pela máfia e, por isso, tenta uma nova vida ao lado de sua família. No entanto, um poderoso chefão pede sua cabeça e dois matadores, Blaze (Anthony Wong) e Fat (Lam Set), saem à caça do rapaz.
Porém, Wo não está despreparado. Outros dois antigos membros da máfia, Tai (Francis Ng) e Cat (Roy Cheung), têm como missão protegê-lo, o que coloca os quatro matadores num dilema envolvendo fidelidade e honra. Um detalhe que torna a teia de intrigas ainda mais complicada é que esses cinco homens são amigos de infância.
Depois de um embate entre os dois grupos, os homens acabam jantando juntos e se lembrando de outros tempos, quando eram mais amigos. O que dá margem ao diretor evocar diversas discussões e um pouco de humor negro.
Enquanto isso, o chefão da máfia, Boss Fay (Simon Yam), fica ansioso esperando pela cabeça de Wo. Porém, Blaze e seus comparsas já estão envolvidos com outro trabalho, roubar um carregamento de ouro. Antes de o fazer, porém, Johnny To consegue trazer para “Exilados” uma série de tiroteios, reviravoltas e um massacre.
Com seu filme de gângsters, Johnny To começa logo nas primeiras seqüências a evocar a obra do cineasta italiano Sergio Leone (Era uma vez no Oeste), cujo estilo ficou conhecido como ‘western spaghetti’. As referências vão desde o posicionamento de câmera até o uso de música com tons latinos.
O longa foi exibido em competição no Festival de Veneza do ano passado e indicado a quatro Hong Kong Film Awards, uma espécie de Oscar local, entre eles, o de melhor filme e direção.
