Tudo começa quando ele ganha o passeio e uma câmera numa rifa da igreja. Mal embarca no trem Eurostar, Bean inicia suas filmagens e confusões. A primeira delas envolve um cineasta russo que vai participar do júri do Festival de Cannes. O protagonista acaba preso no trem junto com Stepan, o filho do diretor, que não conseguiu embarcar. Depois de uma série de desencontros, Bean acaba sendo acusado do seqüestro do garoto.
Contando com a astúcia do menino, eles têm chance de chegar a Cannes mesmo sem dinheiro, passagem e passaporte, que ficaram com o pai dele. No caminho, Bean e o pequeno Stepan conhecem uma atriz chamada Sabine, interpretada pela francesa Emma de Caunes. Ela dá uma carona à dupla, que se disfarça de mulher, fingindo ser mãe e filha da moça, para despistar a polícia que persegue o atrapalhado inglês. Sabine participa de um filme que está no festival, mas isso só trará mais confusões para o protagonista.
A tradicional rivalidade entre ingleses e franceses é um dos temas recorrentes do longa. Uma das cenas conta com a participação do veterano ator francês Jean Rochefort, no papel de um maître. Nesse momento, Bean vai a um típico restaurante francês e faz trapalhadas com um prato de frutos do mar.
Mr. Bean é um daqueles personagens que remetem ao cinema mudo, com sua ingenuidade e talento para se meter em confusões. Não por acaso, este longa evidencia o parentesco com o clássico francês As Férias de M. Hulot, dirigido e interpretado por Jacques Tati e lançado em 1953. Há também uma citação, mas essa provavelmente involuntária, a Cidade de Deus, envolvendo a perseguição de uma galinha.
