19/07/2026
Drama

Após a Reconciliação

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Aqueles que consideram os filmes de Jean-Luc Godard um tanto quanto herméticos e, não raramente, desconexos, ainda não viram nada. Após a Reconciliação, obra com roteiro, direção, interpretação e montagem da mulher e fiel colaboradora do diretor, Anne-Marie Miéville, é um filme verborrágico, o que o torna, muitas vezes, ainda mais difícil de se assistir.

Uma mulher de meia idade e uma amiga mais jovem voltam para casa quando encontram Robert (Jean-Luc Godard). Depois de uma fracassada tentativa de Cathos (Claude Perron) para seduzir Robert, a mulher mais velha (Anne-Marie Miéville) sai para comprar cigarros. Volta acompanhada de um homem, o velejador e nada intelectualizado Arthur (Jacques Spiesser). Não demora muito e começam a discutir filosofia, literatura, felicidade e amor.

Com uma história até bastante simples sobre amor e vida, estas pessoas reunidas dentro de um apartamento tecem complicadas reflexões, o que leva a platéia a um mergulho em divã de psicoterapia. Os diálogos são inteligentes, mas excessivos. É, praticamente num mesmo cenário durante 60 minutos, uma filmagem da palavra. Se você não fizer parte da intelligentsia, talvez seu ingresso valha a pena apenas pela chance em ver Godard como ator e pela cena em que ele chora desesperadamente.

Cineweb-8/3/2002

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