Aparentemente comum, o coelhinho é capaz de comunicar-se com a menina, numa linguagem que só ela entende. Descrente a princípio, o irmão começa a acreditar nos poderes do coelho quando o que ele diz à irmã antecipa com precisão o futuro imediato.
A presença do coelho e outros objetos da caixa – que foram escondidos pelas crianças em seu quarto – começa a ter efeitos inesperados sobre Noah e Emma. Até então um aluno desatento, Noah torna-se capaz de elaborar sozinho um sofisticado projeto para a feira de ciências. A menina faz proezas de mágica tão ousadas que apavoram sua babá.
Mesmo o super-ocupado pai dos meninos, David (Timothy Hutton, de O Bom Pasto), acaba convencido de que há alguma coisa misteriosa envolvendo seus filhos, como desconfiam sua mulher e o professor deles (Rainn Wilson, da série The Office). Isto acontece no dia em que as geringonças escondidas em seu quarto acabam provocando um enorme apagão no estado em que moram e agentes antiterroristas invadem a casa, liderados por Nathaniel (Michael Clarke Duncan, protagonista de À Espera de um Milagre).
Embora ocasionalmente crie um pequeno clima de terror, e sugira um fenômeno sobrenatural, o filme não é violento e tem diversos momentos de humor. O diretor Bob Shaye tem larga experiência como produtor, à frente da trilogia O Senhor dos Anéis, além de ser executivo do estúdio New Line.
O roteiro, de outro experimentado produtor, Toby Emmerich, e do veterano Bruce Joel Rubin (do sucesso Ghost – Do Outro Lado da Vida), adapta um conto publicado em 1941, da autoria de Lewis Padgett, pseudônimo do casal Henry Kuttner e C. L. Moore.
