22/07/2026
Drama

O Pequeno Italiano

Vanya é um órfão russo que é escolhido para adoção por um casal de italianos. Porém, quando a mãe de um colega, que acaba de ser adotado, vai procurar o filho no orfanato e não o encontra, o menino começa a pensar em sua própria mãe e decide procurá-la.

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Símbolo de uma renovação do cinema russo, este drama de Andrei Kravchuk, venceu dois prêmios no Festival de Berlim de 2005 - entre eles, um concedido por um júri mirim. Além disso, foi o filme selecionado pela Rússia para representá-la no ano passado no Oscar.

O personagem-título é Vanya (Kolya Spiridonov), um órfão russo de seis anos, a quem a sorte parece sorrir quando um casal de italianos decide adotá-lo. Numa das primeiras cenas, o casal italiano chega a uma região desolada da Rússia, coberta por neve e pobreza. Eles são levados ao orfanato por Madam (Mariya Kuznetsova), uma mulher que ganha a vida como intermediária na adoção de crianças por europeus de países mais ricos – enfim, ela trafica órfãos, por assim dizer.

O casal se encanta com Vanya e decide adotá-lo. Porém, é preciso esperar algum tempo até que a burocracia local libere os papéis para levar o garoto. Nesse período, o menino conhece uma mulher cujo filho estava no orfanato e foi dado para adoção. Agora, quando ela volta para reclamá-lo, mas não o encontra mais. Esse incidente será o início de uma crise de identidade do garoto, que decide tentar encontrar sua mãe biológica, mesmo que isso signifique não mais ir para a Itália.

Vanya, que ganhou o apelido de “Pequeno Italiano”, começa uma verdadeira aventura em busca de sua mãe. Primeiro, consegue sua ficha e um endereço antigo no primeiro orfanato que o abrigou, quando recém-nascido. O diretor Kravchuk coloca seu personagem em viagem por uma Rússia pobre, na qual seus moradores não têm muitas esperanças.

O filme nunca identifica em que cidade acontece a ação. Assim, generaliza por todo o país este retrato de caos social. A Rússia do filme parece ser apenas um local onde as pessoas vão em busca de crianças para adotar. Aquelas que não conseguem um novo lar, crescem sem perspectivas na vida.

Fugindo de exageros melodramáticos, Andrei Kravchuk realiza um filme honesto e realista. Seu protagonista Vanya não é aquele tipo de criança de olhar inocente e ingênuo. Pelo contrário, o semblante do garoto é pesado, triste – como o de alguém que já passou por diversas experiências difíceis em tão pouco tempo de vida. Nem por isso seu entusiasmo na procura pela mãe deixa de ser contagiante.

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