27/06/2026
Suspense Ação

O Vidente

Cris (Nicolas Cage) tem o poder de ver o futuro – e, assim, alterá-lo. Ele é procurado por uma agente do FBI (Julianne Moore) para ajudar a encontrar armas nucleares que foram infiltradas nos Estados Unidos por terroristas.

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Neste suspense com um toque de ficção científica, Cris Johnson (Nicolas Cage, de Motoqueiro Fantasma) tem um dom que é ao mesmo tempo uma benção e uma maldição: o poder de prever o que acontecerá nos próximos minutos. Essa habilidade ajuda-o no seu trabalho como mágico em Las Vegas e também vem a calhar quando participa de algum jogo de cartas.

Cris também pode alterar o futuro imediato, mas só o dele mesmo. Afinal, só consegue enxergar o que vai lhe acontecer dentro de dois minutos, não mais do que isso. Por algum motivo, esta limitação será posta à prova em relação à bela Liz (Jessica Biel, de O Ilusionista), que tem aparecido em suas visões há algum tempo. Ele fica de plantão todos os dias, de manhã e de noite, porque sabe que a moça entrará em sua vida exatamente às 8h09, num bar, mas não em que período. Uma das seqüências mais bem-humoradas do filme é quando Cris usa sua capacidade de antecipar o que acontece nos próximos minutos tentando encontrar a maneira certa de conquistar Liz.

As habilidades do mágico, porém, não passam despercebidas de várias outras pessoas com intenções muito particulares.Chamam a atenção, por exemplo, de uma agente do FBI, Callie Ferris (Julianne Moore, de Filhos da Esperança), que acredita que Cris pode ajudá-la a encontrar armas nucleares que foram introduzidas clandestinamente nos Estados Unidos por terroristas, liderados por Smith (Thomas Kretschmann, de King Kong). O problema é que o vidente é capaz de antecipar também os passos da agente e não deseja pôr-se a serviço do governo, por entender que será transformado em virtual escravo, assim que descobrirem o quanto seu poder é real. Sabendo do interesse do governo, os terroristas também o caçam, só que para assassiná-lo.

O roteiro é inspirado num conto de Philip K. Dick, um dos mais importantes autores de ficção científica. A obra do escritor já rendeu bons filmes como Blade Runner: O Caçador de Andróides, Minority Report – A Nova Lei e, mais recentemente, O Homem Duplo.

Além de protagonizar o longa, Cage também assina como produtor. Julianne Moore, que está no Brasil para a filmagem de Blindness, de Fernando Meirelles – adaptação do livro Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago - fica restrita a um papel um tanto limitado para o seu talento. Ainda assim, ela mostra coragem e personalidade, dentro do que lhe é exigido.

A direção é de Lee Tamahori (007- Um Novo Dia Para Morrer, Triplo X 2 – Estado de Emergência), que mostra relativa habilidade em manter a tensão, numa história em que o grande segredo está em não perder a credibilidade. A habilidade do protagonista funciona de forma ambígua ao longo do filme, pois aquilo que se vê na tela pode tanto ser o que de fato aconteceu, como aquilo que vai acontecer - e que Cris pode alterar antes de o fato de consumar. O artifício é interessante e brinca com as certezas do espectador, que se vê forçado a reconstituir a história na própria cabeça assim que as luzes do cinema se acendem no final.

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