Por outro lado, há uma sinceridade muito grande do co-diretor, co-roteirista e narrador do filme, Sam Dunn, um metaleiro que estudou antropologia. A questão que impulsiona o documentário é: porque heavy metal sempre foi tão odiado. Para tentar formular uma resposta, ele viaja pelos Estados Unidos colhendo depoimentos desde jovens roqueiros até veteranos como Alice Cooper, Tony Iommi, do Black Sabbath, e Dee Snider do Twisted Sister.
Metal acaba caindo numa abordagem excessivamente didática e convencional. Há aqui e ali umas informações interessantes e também entrevistas curiosoas. Dunn viaja por pontos que são referência ao gênero: Sunset Strip de Los Angeles, as ruas imundas de Birmingham e as florestas negras da Noruega, enveredando por outros temas como sexo, religião e violência.
Dunn insiste, e até tem razão, que seu gênero preferido de música é mal compreendido pelas pessoas. Na tentativa de torná-lo menos ‘maligno’, ignora a iconografia fascista e os impulsos racistas do heavy metal. No fim, Metal é feito por e para fãs desse gênero musical. Dificilmente, encontra ecos mais amplos, como outros documentários recentes sobre rock, a exemplo de Metallica: Some Kind of Monster e No Direction Home: Bob Dylan.
