Rodriguez pretende, assim, divertir os espectadores com uma estapafúrdia trama, na qual os mais entusiasmados podem identificar recortes de filmes famosos como A Noite dos Mortos-Vivos (1968), clássico de George A. Romero. Uma espécie de jogo da memória cinematográfico.
O filme começa com um incidente provocado por militares americanos, que espalham um gás tóxico em uma cidadezinha interiorana. Ao entrar em contato com humanos, ele provoca feridas pustulentas e, claro, revive os mortos. Como se trata de uma infecção incontrolável, o planeta estará infestado de zumbis em pouco tempo.
Nesse contexto, um grupo de sobreviventes tenta fugir da contínua ameaça. No grupo há um casal de médicos psicóticos, uma dançarina de boate sem uma perna (que será substituída, mais tarde, por uma metralhadora), um renegado da lei que esconde um segredo, um árabe (envolvido no desastre) e outras figuras bizarras.
Como se não faltassem problemas, um grupo militar quer prendê-los para entender porquê o grupo não foi contagiado. Destaque para o tenente linha dura, interpretado por Bruce Willis, e para o soldado estuprador, uma participação especial do diretor Quentin Tarantino.
Um fato curioso é que o diretor consegue subverter a lógica do previsível, ao usar intencionalmente os clichês. Como se trata de uma obra produto de recortes, a colagem final é mais delirante do que as produções-referência.
