19/07/2026
Infantil Comédia Animação

Deu a Louca na Cinderela

Cinderela, mais conhecida como Ella, tem um trabalho duro pela frente. Uma aliança entre seres do mal pretende tomar conta do mundo dos contos de fada. Caberá à moça tomar a frente dos personagens que resistirão a isso.

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Embora remeta a um filme chamado Deu a Louca na Chapeuzinho (2005), esta produção não tem qualquer relação com a antecessora, a não ser o título esdrúxulo e o fato de orbitarem em torno do sucesso da trilogia Shrek. Trata-se, na verdade, de mais uma animação que pretende fazer graça ao usar referências de conhecidos contos de fada, ridicularizando seus clássicos personagens, ao colocá-los nos papéis mais desagradáveis.

De forma pretensamente humorada, Deu a louca na Cinderela começa com uma explicação dada pelo valete do príncipe encantado, Rick, sobre como os vilões dominaram a terra dos contos de fada, sob o comando de Frieda, a madrasta da Cinderela. É, no fim, uma reconstituição adolescente, repleta de maneirismos, com rasas piadas em off para animar a apresentação.

Segundo o valete, o mago que controla esse mundo da fantasia – e zela pelos finais felizes - tira férias no dia do baile da Cinderela (aqui, Ella). Aproveitando-se de sua ausência, Frieda, a madrasta, rouba um cajado mágico e passa a ter poderes sobre todas as criaturas dos reinos de A Bela Adormecida, O Príncipe Sapo, Rapunzel, Rumpelstiltzkin, Branca de Neve etc.

Como o príncipe encantado de Cinderela é um rapaz atrapalhado e ignorante, resta a Rick, o pajem, a missão de remediar a iminente destruição de todos com a ajuda de Ella. O rapaz é, desde antes, apaixonado pela maltratada garota, e percebe em toda essa caótica situação uma oportunidade para reivindicar o “final feliz” para ele.

Ao que parece, os figurantes dos contos de fada não parecem viver “felizes para sempre” como seus heróis e heroínas. Rick, por exemplo, é o rapaz que acompanha o príncipe no calvário de descobrir quem é a dona do sapato de cristal e acaba sem ninguém todas as vezes que a história é contada. No mundo da fantasia, elas são cíclicas.

De maneira geral, o filme pretende ser divertido a todo o custo, com piadas prontas e artifícios inspirados em produções de melhor qualidade. As cenas de ação presenciadas na história não têm qualquer emoção, dados os escassos recursos técnicos apresentados nesta produção. Da mesma forma torpe estão as canções feitas por Paul Buckley para o filme, que não conseguem mesmo conseguir animar o ritmo desta obra maçante e prescindível.

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