Mesmo não sendo baseado nem em um livro muito conhecido fora da Inglaterra, nem trazendo nenhum nome de muito peso em seu elenco, o filme oferece um resultado mais satisfatório do que o badalado e rentável A Bússola de Ouro.
A seu favor, o diretor suíço David L. Cunningham tem um roteiro mais organizado do que A Bússola de Ouro. Aqui, permite-se um tempo para apresentar os personagens, a narrativa desenvolve-se num ritmo razoável e criaturas estranhas e mundos mágicos não surgem do nada. O roteiro é baseado num livro da inglesa Susan Cooper, lançado originalmente na década de 1970.
O personagem central é Will Stanton (Alexander Ludwig), cuja família muda-se dos Estados Unidos para uma pequena cidade na Inglaterra. Logo o garoto de 14 anos descobre que pertence a um grupo de antigos guerreiros em extinção. Seus últimos líderes são Merriman Lyon (Ian McShane, voz de Shrek Terceiro) e Miss Greythorne (Frances Conroy, da série A Sete Palmos).
Will não demora muito a aceitar que tem algo de especial à la Luke Skywalker e Harry Potter. Ele é um guerreiro que deverá lutar numa batalha entre a Luz e as Trevas. Essa notícia chega até ele no dia de seu aniversário, junto com uma série de acontecimentos estranhos.
Ao lado dos Antigos – é assim que são chamados os cavaleiros mais velhos –, Will deverá enfrentar o Cavaleiro (Christopher Eccleston, de Os Outros), aceitar a si mesmo com um dos Antigos e aprender a lidar com seus poderes.
Os Seis Signos da Luz não pretende fugir dos conceitos básicos e da dualidade bem contra o mal, luz contra as trevas. A direção de arte e os efeitos especiais são competentes.
