17/08/2026
Suspense

Ponto de Vista

Uma tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos numa praça na Espanha é vista por diversos pontos. Presenciam o evento os seguranças do político, uma produtora de televisão, um policial espanhol e um turista americano – cada um com a sua versão.

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Este suspense é um filme que aposta nas diversas versões sobre um mesmo fato, no caso, uma tentativa de assassinato do presidente norte-americano, para montar sua história.

Como entrega o título, o filme mostra essa tentativa de assassinato por diversos pontos de vista diferentes. Cada um vê uma coisa, mas nenhuma das testemunhas parece ter algo de realmente novo para adicionar ou desmentir o que já se sabe.

Num dia ensolarado, num bela praça numa cidade espanhola está o presidente dos Estados Unidos, Ashton (William Hurt, de Marcas da Violência), preparando-se para proferir um discurso sobre a guerra contra o terrorismo.

No mesmo local estão sua equipe de segurança, composta por Thomas Barnes (Dennis Quaid, de O Dia Depois de Amanhã) e Kent Taylor (Matthew Fox, da série Lost), entre outros. Um policial espanhol (Eduardo Noriega, de Plata Quemada) também tem a sua versão dos fatos.

A produtora Rex Brooks (Sigourney Weaver, de A Vila) está gravando o evento para uma reportagem de telejornal. Também, com uma câmera convenientemente ligada, estava lá Howard Lewis (Forest Whitaker, de O Último Rei da Escócia), que registrou a tentativa de assassinato.

Assim, o diretor Pete Travis e o roteirista Barry Levy repetem o mesmo acontecimento registrado por esses diversos pontos de vista. A repetição, que é o tema do filme, acaba por tornar-se tediosa, porque não avança em hipóteses esclarecedoras do crime.

Travis claramente busca uma referência nos filmes da série Bourne, que revitalizaram o gênero. Mas o diretor aqui não tem o mesmo vigor de Paul Greengrass e patina num filme histérico que não cria muita polêmica, mesmo levando-se em conta que este é um ano de eleições presidenciais nos Estados Unidos.

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