Entre outras atividades desempenhadas no local, está a destruição de cédulas velhas e gastas que serão substituídas por novas. Como a tentação nos empregados num lugar assim cheio de dinheiro pode ser grande, o local é vigiado por diversas câmeras. Todos são revistados antes de sair.
Bridget, embora ingênua, não tem nada de tonta. Assim, arma um plano para desviar algumas notas da destruição em benefício próprio. Para isso, precisará de outras comparsas. Nina (Queen Latifah, Chicago) é uma mãe solteira que trabalha duro para sustentar o filho pequeno. A princípio, não se empolga em participar do golpe. Com o tempo, muda de idéia, por achar que há poucas chances de dar errado – ninguém vai perceber a falta do dinheiro uma vez que, teoricamente, seria destruído.
A terceira peça é Jackie (Katie Holmes, de Batman Begins), uma menina avoada, mas de bom coração. Pouco ambiciosa, entra no plano meio por acaso.
Com em todos filmes de golpe, a parte mais interessante é o planejamento e a execução do roubo. Aqui, a diretora Callie Khouri e o roteirista Glenn Gers suspendem a verossimilhança e deixam o plano fluir naturalmente. Como as tentações são maiores do que o planejado, as moças não se contentam em pegar o dinheiro apenas uma vez. Aí é que mora o perigo.
A presença da diretora Callie no filme parece querer adicionar uma aura de pós-feminismo a tudo isso. Ela, afinal, é a roteirista premiada com o Oscar em Thelma & Louise (1991), um filme que claramente diz às mulheres para irem à luta. Aqui, realmente, as mulheres estão à frente de tudo. Os homens são meros coadjuvantes no golpe orquestrado e executado pelo trio.
Em sua essência, no entanto, falta energia a essa comédia. Falta jogar todo o pudor de lado e não ficar em cima do muro. Aí sim poderia haver mais diversão, sagacidade e até algum comentário sobre a situação atual dos Estados Unidos. Porém, da forma como se apresenta, é apenas a velha historia dos ricos usando os pobres para dar a volta por cima e deixando uma gorjetinha no final.
