As duas se reencontram justamente porque a filha de Gudrun, Liselotte (Erica Braun), insiste para que a mãe faça um exame ginecológico. Por coincidência, a médica é Elisabeth, a mesma mulher que havia xingado Gudrun por tê-la multado, dias antes, quando esta largou o carro em local proibido, por estar atrasada para a cerimônia de casamento do filho Mattias (Christoffer Svensson).
No ambiente do consultório, as duas deixam as diferenças de lado e acabam ficando amigas. A ponto de passarem a freqüentar juntas as baladas noturnas do Heartbreak Hotel, o local mais animado da cidade onde moram.
Recém-divorciada, Elisabeth mostra-se a mais ousada da dupla. Convida os homens para dançar e namora bastante. Gudrun, que diz ser viúva, é bem o contrário. Tímida, ela demora para se soltar, usando um figurino que desencoraja possíveis candidatos a namorado.
A convivência entre as duas vai equilibrando a balança. Gudrun começa a desinibir-se, tornando-se mais alegre. Um momento engraçado é quando as duas amigas, completamente bêbadas, são presas por policiais em ronda pela cidade.
As duas são parceiras inseparáveis até o dia em que Gudrun é procurada pelo misterioso Ake (Claes Mansson). Trata-se do marido que a trocou por uma mulher mais jovem e que ela dizia a todo mundo que estava morto. Agora arrependido, ele quer voltar a casar-se com ela, abalando os sentimentos de Gudrun. Revoltada com a situação, a amiga Elisabeth briga com os dois. Acha que Gudrun não devia dar ouvidos a quem um dia a deixou.
Escrita e dirigida por Colin Nutley, britânico radicado na Suécia, a comédia dramática progride sem grandes dramas, nem grandes surpresas. Ainda assim, é notável a energia das duas intérpretes principais, que enfrentam todo o tipo de preconceito contra sua procura de alegria na maturidade – inclusive por parte de Liselotte, filha de Gudrun.
