18/07/2026
Aventura Ação

A Múmia: A Tumba do Imperador Dragão

Depois de sofrer a maldição de uma feiticeira, um imperador chinês fica adormecido por séculos e seu exército se transforma em terracota. Tempos depois, ele é acordado e, com seu poder revigorado, quer conquistar o mundo. Caberá aos aventureiros Rick e Evelyn detê-lo.

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Neste ano de Olimpíadas na China, todo mundo teve a mesma idéia. Primeiro o desenho Kung-Fu Panda, agora a franquia A Múmia escolhe como cenário o país mais populoso do mundo no terceiro filme da série.

A Múmia: Tumba do Imperador Dragão é mais uma desculpa para parque temático travestido de filme. Como os outros dois exemplares da série, este é mais uma espécie de sub-Indiana Jones com um quê de matinê nostálgica – mas sem o carisma de Harrison Ford ou o senso cinematográfico de Steven Spielberg. Diversão? Para quem gosta de pontapés, explosões, piadas sem graça e barulheira, talvez.

Na introdução, apresenta-se um imperador chinês (Jet Li, de Cão de Briga) que, como todo bom governante megalomaníaco, não se contenta com o seu próprio território e quer mais. Ele cobiça também uma sábia feiticeira Zi Juan (Michelle Yeoh, de Memórias de uma Gueixa), mas ela é apaixonada por outro, logo assassinado pelo imperador. Para se vingar, ela joga uma maldição sobre o soberano e seus guerreiros, que se transformam em figuras de terracota – detalhe que se inspira no famoso exército dos guerreiros de Xian, como ficaram conhecidas as 8.000 figuras de terracota, descobertas numa escavação arqueológica em 1974, no túmulo do imperador Qin, sepultado no ano 210 A.C.

Séculos mais tarde, Alex O’Connel (Luke Ford), filho dos heróis dos dois primeiros filmes, está explorando uma região da China, onde encontra a tumba do imperador – sem que seus pais saibam. Rick (Brendan Fraser, de Viagem ao Centro da Terra) e Evelyn (Maria Bello, substituindo Rachel Weisz, que não quis repetir o papel) agora levam uma vida sossegada, longe das aventuras – ele pesca, ela escreve romances de aventura sobre um casal de exploradores às voltas com múmias.

Uma série de acontecimentos reúnem em Xangai Rick, Evelyn, Alex e o tio Jonathan (John Hannah, A Última Legião), que vão devolver uma relíquia ao museu daquela cidade, onde o caçula da família acabou de guardar os objetos que descobriu na tumba – inclusive o imperador mumificado.

Como nos outros filmes da série, aos poucos os mortos voltam à vida para conquistar o mundo e cabe a Rick e à nova Evelyn salvarem o resto da humanidade. Para isso, acontecem seqüências de artes marciais, explosões, perseguições e muito, muito barulho. Nesse filme também há abomináveis homens da neve do bem, conhecidos como Yetis, e uma fonte da vida na mítica Shangri-lá, além de um exército de terracota.

Dirigidos por Stephen Sommers, A Múmia (2000) e O Retorno da Múmia (2001) conseguiam ser mais divertidos do que esta nova empreitada da série. O Escorpião-Rei (2002), embora parta de um personagem da série, não está inserido no mesmo contexto.

Agora, a direção é de Rob Cohen especialista em filmes de ação, como Triplo X e Velozes e Furiosos. Por isso, há poucas cenas que não criem pretexto para pancadaria e tiroteio, dentro de uma trama confusa e mal resolvida.

Há alguns momentos engraçados no filme – em especial quando voltam à vida os inimigos do imperador em forma de caveiras caindo aos pedaços – mas nada de muita novidade. Resta saber, enfim, como os chineses vão reagir a uma visão um tanto negativa de uma relíquia tão importante do país, o milenar exército de terracota.

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