Entre esses entrevistados está Ivanilda, de 65 anos, que já trabalhou em praticamente todas as zonas de prostituição do Rio e foi funcionária da Casa Rosa quando tinha 15 anos. Atualmente, é casada, mantém clientes antigos e é presidente de uma ONG que faz campanhas de prevenção de DSTs.
Atualmente, a Casa Rosa é um espaço de eventos, como festas, e mantém um antigo funcionário. Gilson começou a trabalhar lá aos 18 anos, como segurança de uma cafetina, e nunca mais abandonou o local. Hoje é barman.
Por meio de depoimentos de anônimos e famosos – entre eles, o músico Lobão e o cartunista Lan –, Pizzi traça um delicado painel da importância da memória para a formação do indivíduo e da sociedade. O resultado é um filme que aborda com seriedade e honestidade um assunto que é tabu, sem tornar-se apelativo ou vulgar.
