Por depoimentos de artistas como Regina Silveira, Sérgio Sister e José Spaniol, mas também Leda Catunda, Haron Cohen, Lorenzo Mammí, Marcelo Araújo e outros, o filme vai encadeando idéias, revelando processos, acompanhando a sugestiva diversidade que acompanha o fazer e o saber artísticos.
Consegue, assim, ultrapassar os muros das vaidades que tantas vezes cercam esta atividade, centrando seu foco nas idéias com saudável consistência. Aliás, não poucas idéias, nem as mais fáceis de abordar – caso do significado da cor, da interligação entre forma, matéria e conteúdo, a procura de espaços fora dos museus e até mesmo a luz e a sombra.
O momento menos consistente é quando o documentário fala da crítica de arte – de maneira rápida e ligeira demais para ir muito longe. É mais feliz ao abordar o papel dos curadores, que preocupa alguns artistas, que consideram este hoje exercem um excessivo poder. Ainda assim, no todo, o filme é um trabalho respeitável, sensível, que celebra a inteligência de seus entrevistados.
