A história segue todos clichês do gênero – que outras produções mais antigas souberam disfarçar melhor, vide Jogos Mortais, O Albergue, Eu Sei o que vocês fizeram no verão passado, e a lista pode ir ad eternum. Aqui, uma mulher madura (Angela Bettis) vai à sua antiga cidade visitar o irmão policial viúvo (Christopher Titus) e a sobrinha adolescente (Kirby Bliss Blanton), cujos hormônios, assim como os dos amigos, estão em ebulição.
Ela não vai ao local por um bom motivo: há 16 anos, foi seqüestrada junto com sua melhor amiga pelo agente funerário, um sujeito sádico que torturava as moças e as matava – tudo por um estranho jogo. Ela conseguiu escapar viva – embora tenha uma cicatriz no rosto, que, por culpa da maquiagem, a cada cena está de um tamanho e formato – mas o trauma a persegue.
Aparentemente, a história se repete, os colegas da sobrinha da protagonista começam a sumir e, mais tarde, seus corpos são encontrados com marcas de tortura e faltando partes. A personagem acredita que o assassino está de volta, e tenta salvar sua sobrinha.
Dirigido por Jed Weintrob, Scar 3D – A Marca do Mal não assusta, embora cause bastante asco. Os efeitos em terceira dimensão são esforçados, mas como muitas das cenas se dão em ambientes com pouca luz, muitas vezes passam despercebidos. O nível de interpretação dos atores, porém, é algo espantoso: todos saídos de um time reserva, sem o menor talento para nada, nem cara de espanto, nem cara de excitado – o que com os óculos 3D só faz a coisa piorar.
