Charles, Gilberto, Cleidy, Zuleide, Cláudio, Rogério e Cleidiomar são de uma fina estirpe circense-popular, descendentes de um famoso palhaço, Pitoba, que tinha menos de um metro de altura. O que não impediu que casasse com uma mulher de altura normal, dona Gerusa, dando origem a esse clã que agora mantém o circo Pindorama.
Sem dar a menor bola ao preconceito de alguns e aos padrões estéticos de uma mídia que dita como ideal a longilínea Giselle Bündchen, os irmãos assumem seus corpos como são, enfeitam-se, namoram, casam – não raro, com pessoas de altura bem maior -, têm filhos e fazem muitas piadas com a sua própria condição de anões - que não é impedimento para coisa alguma. Donos do próprio nariz e do próprio negócio, eles só não têm endereço fixo por opção própria. Vivem pelas estradas do Brasil, apresentando-se em localidades remotas, carregando um respeitável acervo em 11 trailers, 3 carretas e mesmo alguns automóveis, adaptados por eles mesmos. É de assustar ver alguns desses pequenos motoristas dirigindo com pedais de madeira que parecem muito precários...
O melhor do filme está em assistir à naturalidade com que os sete irmãos encaram sua própria vida. E, invertendo o preconceito, cada vez que está para nascer uma criança na família, torcem para que seja anão. Assim, fica mais fácil continuar no circo e na arte que compartilham.
O filme foi premiado nos Festivais do Rio, Mostra de São Paulo e Festival Brasileiro de Cinema de Toronto.
