Os Estranhos pode ser visto como uma versão menos fria e menos intelectual de Violência Gratuita. Dirigido e roteirizado pelo estreante Bryan Bertino, o longa traz nos papéis principais Liv Tyler (O Incrível Hulk) e Scott Speedman (Anjos da Noite – Underworld).
Embora o filme comece com um letreiro informando que é baseado num caso acontecido em fevereiro de 2005, o diretor já declarou que isso é apenas para distrair o público, pois não é baseado em nenhum caso específico, mas em várias histórias reais parecidas com esta.
Kristen (Liv) e James (Speedman) chegam a uma casa de campo da família dele depois de participar do casamento de amigos. A noite deveria ser romântica, não fossem três estranhos mascarados que invadem o local e aterrorizam o casal sem nenhum motivo aparente.
No meio da noite, eles são surpreendidos por alguém que bate à porta – uma garota procurando por uma mulher chamada Tamara. Como o clima entre o casal já foi quebrado mesmo, James sai para comprar cigarros, mas Kristen não estará só por muito tempo.
A grande diferença entre Os Estranhos e o punhado de filmes parecidos que desembarcam quase semanalmente nos cinemas é que aqui Bertino não usa cortes rápidos, edição acelerada, fotografia estourada ou sustos e muito sangue – pelo contrário. Ele confia mais em criar um clima de terror emocional nos personagens – o que acaba sendo transferido para o público.
Assim, a tensão em Os Estranhos é construída sobre detalhes e com a empatia que o filme cria desde o início com os protagonistas. Assim, esse suspense realmente é assustador – diferente de muitos filmes feitos hoje, nos quais se confunde sangue jorrando com terror de verdade.
