Carga Explosiva 3 não é diferente dos outros dois filmes da série, de 2002 e 2005. Por isso mesmo, todo mundo sabe o que esperar: correria, tiros, golpes e explosões. Criada e produzida pelo francês Luc Besson, a franquia é um cruzamento entre os filmes de James Bond e Jason Bourne – apenas elevando o fator adrenalina à enésima potência.
Frank novamente deverá fazer uma entrega – embora ele não saiba ao certo o que é. A única coisa de que tem certeza é de um bracelete preso ao seu pulso com um mecanismo que explodirá se ele se distanciar muito de seu carro. No veículo também está Valentina (Natalya Rudakova), a filha de um ministro ucraniano que é chantageado a assinar uns papéis relacionados a lixo tóxico.
A moça, de quem Frank deverá cuidar, também tem um bracelete igual ao dele. Ela foi seqüestrada por Johnson (Robert Knepper). O protagonista deverá levar Valentina de Marselha para Odessa. O mais complicado é aturar a chatice dela.
A direção é de Olivier Megaton, que mantém o mesmo ritmo de seus antecessores, como Corey Yuen, diretor do primeiro filme, de 2002 – que aqui assina as coreografias das lutas. Essas, aliás, são um caso à parte – o que há de mais divertido no filme.
O ator Jason Statham, que dispensou dublê, faz malabarismos marciais e mata seus oponentes com o que tiver por perto, canos e outros pedaços de metais, e, o que é mais impressionante, com suas roupas – um terno nunca foi tão letal antes. Há muito tempo nenhum personagem esteve tão vestido para matar.
A diversão em Carga Explosiva 3, como em quase todos os filmes do gênero, reside em suspender a verossimilhança. Assim, todos os malabarismos de Statham ficam divertidos e questões diplomáticas simplesmente deixam de existir.
